Deus me livre de quaisquer tipos perfeitos.
Não suporto perfeição, estou a uns mil patamares longe de tal abstrato substantivo. Eu sei que sou sutilmente repetitiva, sou adepta aos meus vocábulos preferidos os quais eu não substituo por nada desse mundo. Por isso mesmo eu adoro complicar, assim me considero diferentemente igual.
Ah, como é bom ter a liberdade de expressão, ter o poder de explicitar todos os meus sentimentos em palavras que se transformam em peraltas entrelinhas.
Não sou um esteriótipo, não quero ser comum.
Sou estranha, adoro a minha chatice e a minha melancolia crônica, a minha personalidade politicamente correta e a minha capacidade de extravasar de vez em quando, freqüentemente.
Pareço contraditória? Não, caro leitor, apenas venero antíteses.
Brincar com as palavras usando a primeira pessoa é engraçado, mas nada melhor que ser imparcial, implícita, um subjetivo escondido.
Não, não tenho nenhum propósito com isso aqui, aliás, adoro escrever sem propósitos, sem objetivos; apenas pela simples vontade e prazer de fazê-lo.
Se escrever é meu refúgio, acho que posso lidar com isso da maneira com que bem entendo e almejo, ainda mais nesse espaço que me possui, certo?
E viva aos meus quiçás, aos meus advérbios, ao meu vocabulário quase que restrito e cheio de substituições, aos meus erros.
Principalmente a esse último que faz com que eu me torne cada dia mais longe dessa perfeição chata.
Beijos :D
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Perfeição? Deus me livre!
ortografado por Bia às 09:46 8 argumentaram
INOVAR.
Um verbo qualquer, uma palavra que soa normal como qualquer outra, uma formação vocálica simples; sem acentos ou quaisquer complexidades.Ademais a qualquer análise sintática, o sentimento que tal palavra me proporciona ao ouvi-la ou escrevê-la, traz uma sensação completamente ímpar.Inovar é acordar cada dia e encará-lo como um desafio. É saber decidir com maturidade, agir como uma inocente criança às vezes e, por que não, enfrentar a vida com mais doçura e menos pessimismo. Inovar é deixar à mercê essas mesmices que enfrentamos no caminho, como investir em algo que há tempos se encontra emperrado ou tentar ser egoísta demais ou de menos. Inovar é fugir dos clichês que tanto nos perseguem, é saber chorar (sem culpas) quando se está triste, é poder gargalhar quando se está estrondosamente feliz. Inovar é conhecer, é buscar informações, é tentar desvendar o que pra você é exótico e distinto. Escrever o que se sente, falar o que se pensa, agir por livre e espontânea vontade, abraçar sem ter o porquê, empurrar as generalizações para um lugar bem distante do seu redor. Olhar as pessoas com outros olhos, ser um pouco menos crítico (o que pra mim é difícil), mas independentemente de qualquer porém, SER VOCÊ MESMO. De nada adianta ter espírito e vontade inovadora se você possuir um milhão de faces as quais não são ligeiramente definidas e fazem com que você não passe de um mísero ser humano normal. Inovar é ser você; mas um ser diferente, um ser que vive de presente e futuro, e deixa as lembranças do passado MUITO bem guardadas na sua memória. Por isso e por n motivos os quais cada um decide por si, INOVE. Busque o novo, o distinto. Entenda o verdadeiro significado de palavras como essa, não leia por ler. As palavras são lindas demais para não serem interpretadas da maneira que elas realmente merecem. A vida é muito melhor do que se pensa (quando se pensa). Deixe de lado as crises existenciais, os calmantes, a angústia exacerbada. Busque, crie, sinta, seja, ame e odeie, mas, principalmente, INOVE!
ortografado por Bia às 01:07 0 argumentaram
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
tu...
eu tento disfarçar, mas meu olhar não consegue negar absolutamente nada. tento ocultar sentimentos, fingir que os mesmos não existem, e eu sei que tu também fazes isso. se nos olhássemos novamente, ou ainda que pela primeira vez, poderia sentir absolutamente tudo o que tu pensas nesse exato momento. não adianta eu dizer a mim mesma que estou errada, às vezes eu acho que tal palavra não consta no dicionário do meu ego. eu escrevo para ti, para um pronome pessoal indefinido, não sei quem tu és exatamente. só queria fazer com que tu pudesses te enxergar no meu interior, que eu pudesse absorver a vivacidade que possui esse teu olhar instigante, essa tua mágica capacidade de me deixar sem chão algum, de me tornar completamente inversa.
eu fujo, eu te ignoro, eu me torno romanticamente paradoxal. oculto dentro de mim essa vontade insana de te possuir, e a única conseqüência de tal fato é me tornar adepta a um sentimento totalmente revirado, psicótico, estapafúrdio. queria poder cruzar contigo nos meus caminhos, queria-te, e somente tu... pois eu tenho a plena convicção de que és tu, exatamente tu... esse "tu" indefinido, esse amor descompassado... um dia hei de te sentir.
ortografado por Bia às 14:38 1 argumentaram
tem dias...
adoro surpresas, ainda mais quando é a vida que dá e prega, simplesmente. eu almejo dias suspirantes, noites inconstantes, momentos instigantes.
tem dias que eu acordo imprevisível, tem dias que eu acordo completamente conseqüente, tem dias que eu nem acordo.
eu sou uma pessoa de extremos, de exageros, de detalhes.
quando eu olho para fora da janela escura que se abre de manhã, sempre procuro me surpreender positivamente.
seja pelos berros dos canários, seja pela chuva que me torna uma melodramática romântica, seja pelo sol que faz zumbir no meu ouvido o som da festa do dia anterior e rememorar os fatos doidivanos que lá aconteceram.
tem dias que eu acordo dando risada, tem dias que eu acordo chorando, tem dias que eu nem acordo.
o meu humor é constantemente súbito e mutável, sou uma transição de sentimentos intensos e inesquecíveis.
meu psicológico é sensibilíssimo, tenho afeição e uma facilidade de encontrar detalhes que me façam remoer em mágoas cujos patamares eu mal consigo explicar.
tem dias que eu acordo intuitiva, tem dias que eu acordo assustada, tem dias que eu nem acordo.
não tenho medo de intensidade, não temo quaisquer tipos românticos, não renuncio a mim mesma; nenhuma parte, nenhum pedaço.
eu acredito no meu potencial de uma forma insubstituível, eu adoro quando sei que estou certa.
eu quero, eu posso, eu consigo lutar por aquilo que eu aspiro tão profundamente.
não sei que tipo de ser humano eu posso ser, mas sei exatamente como devo ser; cada ínfima minúcia.
tem dias que eu acordo amando, tem dias que eu acordo sonhando, tem dias que eu acordo, simplesmente, cheia de surpresas.
ortografado por Bia às 14:10 0 argumentaram
domingo, 4 de janeiro de 2009
eumeamo.com
diante a alguns fatos e acontecimentos, resolvi principiar o ano novo me amando, me colocando acima de quaisquer fatos; virei egocentricamente egoísta.
demorou sabe-se lá quanto tempo até eu me conformar que eu deveria ser preenchida de amor-próprio, e que este deveria parar de ser tema de discursos psico-sociais e sair dos papéis para converter-se em ações.
durante toda a minha vida eu sempre pus alguém num plano alto, superior ao que meu ego se encontrava.
não me importava de me corroer por dentro, de me martirizar com supostos fatos que faziam mal a mim (eu às vezes nem percebia).
seja no amor, quando se coloca o par sublimemente em primeiro plano; ou na amizade, quando o amigo é mais importante que o resto dos bilhões de indivíduos, essa atitude faz com que você seja um mero mortal invisível aos olhos de qualquer outro ser humano.
afinal, como uma outra pessoa poderá lhe enxergar e até gostar de você se você não vê ninguém dentro de si e move sua vida a partir de intenções de terceiros?
é preciso se adorar, se amar, determinar como importante o que você tem de bom e jamais cansar de dizer isso sempre a você mesmo.
seja encarando desafios ou simplesmente descobrindo que você tem um talento singular e dessemelhante aos outros, é preciso valorizar os seus princípios se auto-valorizando.
não tenha medo de ser levemente egoísta, só cuide pra não ser algo exacerbado.
você não só pode como deve amar e adorar as pessoas ao seu redor, a questão é que elas devem estar logo depois de você mesmo, sob ordem de importância.
por isso, olhe-se no espelho, tente descobrir quem está por trás desses olhos de ressaca, desse cabelo emaranhado, dessa voz que te angustia.
não tenha medo de parecer convencido, é tão legal estar em harmonia com o seu ego.
no fim das contas você vai ver que só atrairá pessoas ao seu redor e se mostrará visível quando você gostar de quem você é.
auto-afirmação é o que eu desejo a você nesse ano que nasceu.
saiba lidar com seus defeitos, saiba enxergar as suas qualidades e venerá-las bem como elas merecem.
não tenha receio de nada, muito menos de ser feliz.
por falar nisso, FELIZ 2009 :D
ah, eu amo a Bianca Hennemann. conhece?
;)
ortografado por Bia às 14:57 3 argumentaram
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
adeus, ano velho!
é inevitável chegar ao fim de mais um ano e começar a fazer um balanço e um momento nostálgico de ações e pensamentos ocorridos durante esses doze meses de dois mil e oito.
normalmente eu digo que reviver o passado é algo, no mínimo, equivocado.
mantenho firme essa minha posição, porém digo que relembrar o passado é preciso, sim.
seja ele recente ou não, é sempre bom rememorar e filosofar o quanto que você mudou os seus pensamentos, o quanto que você errou e acertou, o quanto você foi (ou deixou de ser) intenso, o quanto que você se arrepende até a morte de não ter tomado aquela atitude.
relembrar é ver onde que foi o ápice dos seus erros, é comemorar os seus acertos, é querer ser um indivíduo melhor nesse ano que virá.
quiçá ser menos apressado, menos mal-humorado, menos acomodado; e deixar que esse advérbio suma da sua vida e que ele seja substituído por coisas aditivas: ser mais amável, mais paciente, mais confiável, mais decidido.
enfim, voltemos à nostalgia. é tão legal vagar nos pensamentos, rir da sua própria cara daquele momento tão desesperador (que no final das contas nem foi tão ruim como você imaginava), analisar o seu próprio amadurecimento e se gabar por isso.
sim, gabe-se a você mesmo, mostre pro seu ego o quanto que você foi o máximo nesse ano que passou.
não tenha medo de se convencer, não tenha medo de você mesmo; aliás, quem sabe tente um convívio ainda mais harmônico consigo nesses novos dias que virão.
conjugue os verbos no presente do indicativo, deixe que o futuro seja fruto de ações atuais.
guarde esse ano na sua memória, tente relembrar ínfimos detalhes os quais lá adiante poderão lhe ajudar em alguma situação qualquer.
use o seu passado da maneira mais adequada possível, mas não se martirize com lembranças e afins, garanto que isso não lhe fará bem.
afinal, momentos bons e ruins têm lá os seus lados opostos... interprete-os!
você é muito mais interessantemente complexo que imagina ;)
Adeus, ano velho! Obrigada por tudo.
ortografado por Bia às 20:09 0 argumentaram
terça-feira, 18 de novembro de 2008
eu me surpreendo, cada dia mais.
hoje resolvi tirar um tempinho pra dar um enfoque num fato que vem acontecendo constantemente comigo: a surpresa com as pessoas.
sim, ultimamente venho me surpreendendo com as pessoas em si da maneira mais paradoxal possível e impossível.
não só pela contradição que algumas pessoas insistem esconder (e acabam tornando explícito sem querer), mas pela forma que cada um age diante de alguns fatos.
é impressionante a capacidade de algumas pessoas mudarem a sua humilde e até então decidida opinião devido a um outro indivíduo de pensamento distinto.
explico, de uma maneira mais simples: eu me ESPANTO negativamente com esse tipo de ser humano o qual deixa seus ideias e seus objetivos completamente à tangente para seguirem um paradigma imposto por outro ser.
como já havia escrito, dever-se-ia lutar pelo direito de ser diferente, e é uma lástima ponderar que quanto mais eu exponho minha opinião, tanto mais as coisas acontecem totalmente adversas depois.
coincidência ou não, é isso que aconteceu, acontece e acontecerá.
eu sempre confiei no meu próximo, sempre demonstrei a firmeza da minha opinião sobre um determinado assunto e foi por isso (tenho plena convicção) que eu tanto me decepcionei com as pessoas.
a sensação que a tal da facada entra suavemente brusca pelas suas costas já aconteceu comigo (e afirmo que poucas vezes não foram).
eu já quis entender o porquê, eu já quis correr atrás da felicidade dos outros (por mais que esta passasse por cima de mim mesma), eu já quis ser alguém amada por todos, eu já quis mudar minha maneira de pensar para ser aceita...
o que eu consegui com todas essas hipóteses?
ora, caro amigo, nada mais e menos que a-ma-du-re-cer. enfiar no meu cérebro que as pessoas te decepcionam sim, e que isso é normal do ser humano, ainda que não seja nem um pouco agradável.
saber ser um pouco mais fria, menos sentimentalista, menos utópica.
entender que é MUITO melhor você ter uma opinião formada e quiçá não ser aceita por ela a que ter um milhão de faces para querer transparecer uma personalidade agradável a qual NÃO LHE PERTENCE!
é difícil, é duro, é chato, é amargo o gosto de se aceitar como se é.
porém é mais complexo ainda agüentar sua consciência gritando quando você não é quem realmente quer ser.
sabe, aprendi muito essa semana, esses meses, esses anos todos de convivência com essa humanidade contraditória.
aprendi a firmar os meus conceitos, a assinar embaixo tudo o que digo e faço, assumir meus erros, a gostar de mim pelo que eu sou e só a partir daí procurar que os outros me aceitem.
desculpe, mas virei egoísta: eu não faço nada contra a minha própria vontade para agradar qualquer indivíduo que seja.
eu procuro agradar, sim, mas quando isso for única e exclusivamente uma vontade PRÓPRIA que respeita os meus objetivos, as minhas vontades, as minhas ponderações.
o meu amor próprio tá em alta, deixa eu aproveitar ;)
ortografado por Bia às 13:01 3 argumentaram
