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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A vida é feita de detalhes.

Estava escutando música e filosofando, faz uns três minutos atrás. Tenho meus momentos de loucura súbita, começo a pensar no mundo, nas pessoas, na vida em si. Confesso que grande parte das minhas escolhas foram decididas em momentos iguais a esse que acabei de ter. Enfim, sem mais delongas, não sei porque cargas d'águas comecei a pensar em tédio, em surpresas, essas coisas. Eu não consigo entender o motivo pelo qual as pessoas não se surpreendem por tão pouco. Sério. Depois essas mesmas pessoas que não conseguem se surpreender com uma "coisinha simples" estão por aí, atrás de analistas, enchendo os bolsos dos psicólogos por causa de seus tédios cotidianos. Quando somos crianças, tudo o que vimos que tem alguma cor, alguma forma, alguma textura, nos surpreendemos. À medida que vamos crescendo, tais cores se tornam tão comuns, tais formas se tornam tão sem nexo e tais texturas algo, nada mais, nada menos, sem sal. Nada mais é novidade, percebemos que o mundo gira e que temos que fazer algo para contribuir pra felicidade da nação (isso no caso dos utópicos). Perdendo essa susceptibilidade de se surpreender, enfiamos nossos pensamentos no buraco do tédio, ansiosos por novidades, por programas distintos, por alguma coisa que preste. Pois bem, me incluo nesses 90 e poucos por cento da humanidade (sim, tenho certeza que a maioria é esmagadora) que não reparam todo-o-santo-dia no céu azul, se a grama do vizinho tá mais ou menos verde, se a professora de biologia falou alguma palavra nova hoje. Digo isso porque acredito ser completamente errado. Talvez se reparássemos mais nesses pequenos e aparentemente míseros detalhes, nossa vida não seria, digamos que, tão tediosa. Como diz a voz bela da Ana Carolina: "você diz que é pouco e pouco pra mim não é bobagem". Quiçá esse seja o nosso problema: achar que tudo é pouco, que nada é suficiente, que os finais de semana são sempre iguais. Pois bem, no fundo sabemos que não é. No fundinho sabemos que por mais que as coisas pareçam simétricas, elas não são. Sabe por quê? Porque a vida é feita de detalhes, e é preciso mil vezes mais sensibilidade para notá-los.
Espero que ninguém "tire com a minha cara" quando eu reparar no canto dos pássaros de manhã, estou tentando fazer a minha parte ;)

2 argumentaram:

Mônica disse...

Grande parte do problema humano está no fato de as pessoas depositaram sua felicidade na vida alheia. Elas parecem precisar de alguém do lado delas para se sentirem seguras. A felicidade não é algo que se exija dos outros, mas sim, de nós mesmos. A partir do momento em que estivermos de bem com o ser subjetivo, todo o resto fluirá nos perfeitos conformes!

Amanda Auler disse...

Biia! Vi o o link do blog no teu nick e não resisti.
Concordo plenamente contigo, e isso é algo no que já penso há tempos. No século XXI, em meio a tanta tecnologia e novidades, as pessoas acabam tornando-se muito materialistas e superficiais, e isso faz com que só dêem valor a coisas novas, caras, que ninguém possui. Quando somos cranças, como tu disseste, tudo é novo para nós. Assim como daqui a uns anos o IPhone irá perder o encanto que possui agora, as coisas simples da natureza tornaram-se monótonas por as vermos diariamente; acaba tornando-se rotina. E a tendência é que continuemos nos surpreendendo apenas com o novo, o diferente. E quanto mais você conhecer, quanto mais você possuir, mais chato você vai achar coisas que, aos olhos de outras pessoas, podem ser encantadoras. Infelizmente.