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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

eu sou assim

“(...)porque só pode ser teimosia crônica essa mania de nascer assim, crescer assim, viver assim e, mais grave, ser sempre assim. Por mais que “assim” seja bom, é muito assim pra pouco assado.”

É por tal motivo que Martha me fascina. Sim, é da Martha Medeiros que vos falo. Ela consegue adivinhar tudo que morro de vontade de externar e é por isso que sempre aguardo ansiosíssima as quartas-feiras, pois é quando acompanho as suas palavras. Em especial nesta quarta, dia 4 de agosto, ela tocou em um assunto que me senti na obrigação de falar sobre. Essa mania que muita gente tem de se mostrar de opinião única, mostrar-se íntegro e , bler, AUTÊNTICO. Mania de querer defender suas teses até a morte e nunca admitir-se errado, não ser flexível e tampouco ter humildade para pôr as cartas na mesa e dizer “sim, eu mudo, eu mudei, eu mudarei”.

Mudar, na prática, não é crime nem pecado algum. Faz parte da nossa condição de animal racional e condiz totalmente a uma evolução. Se eu defendia uma religião com unhas e dentes e, após ler textos e escutar conversas mais convincentes do que minhas certezas, por que não mudar e passar a jogá-la ao léu? Para parecer “autenticamente em defesa de uma causa”? Por favor, né. Já dizia Raul Seixas que "eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Nunca vi frase mais clichê. Porém nunca vi um clichê que fosse tão verdadeiro.

Não vivo mudando de opinião, não. Tenho minhas convicções que serão difíceis de serem contrariadas. Serão difíceis, mas não impossíveis, caso me provem que eu esteja errada. Aliás, não vejo problema algum em estar errada, ter me enganado, ter caído em mim de que tudo que acreditei não passou de uma ilusão muito boba. Cara, a gente vive pra isso: errar, acertar, errar, acertar. É uma constante na nossa existência e admitir isso é uma questão de obviedade.

“Só não muda quem não se relaciona com o mundo, não passou por nenhuma experiência amorosa, por nenhuma frustração. Só não muda quem não consegue racionalizar sobre o que acontece a sua volta, não se interessa pela condição humana, não é curioso a respeito de si mesmo...”.

Defender seus ideais e seus princípios é até questão de caráter. Mas vai, mudar uma cláusula ou um parágrafo em alguma de suas certezas não vai fazer de você um ser “frívolo” ou frustrado. Vai fazer de você um ser humano, o que, no fim das contas, é o que você é, né?

Martha Medeiros, obrigada por existir.

2 argumentaram:

Carol disse...

Perfeito Bia! "Martha Medeiros, obrigada por existir." (2)
Beeeijo loira linda ;)

Daiiiiiia disse...

Quem é Martha Medeiros?
=)