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segunda-feira, 26 de maio de 2008

ai, ai. o amor...

já que mencionei sobre paixão, me sentiria absurdamente culpada se eu não fosse mais complexa e falasse sobre amor. ai, ai, amor. quando penso em escrever algo sobre o assunto confesso ter um pouco de medo. até porque cada um tem a sua opinião sobre tal fato e eu, por obviedade, vou mencionar a minha. amor é, desculpe o termo, um negócio muito foda. a gente não sabe direito quando sente, não sabe direito quando parou de sentir, não sabe quando vira obsessão, não tem a mínima idéia de quando vira ódio. e, ademais de todas essas coisas, se não for correspondido torna nossa vida um inferno. ééé... amor até pode ser um dos bens mais lindos existentes, mas, concordem que é um dos mais complicados (se é que não é o mais). o amor torna qualquer ser humano sensível demais ao ponto de deixar cego, na maioria das vezes. talvez o amor seja mais simples, e sou eu que gosto de complicar. ou talvez nunca tenha sentido esse tal de amor, vai saber... o que eu acho que eu senti (ou sinto - o que algumas pessoas costumam chamar de amor), foi (é) intenso, foi (é) lindo e horrível ao mesmo tempo, foi (é) amargamente doce. é, isso aí. o amor é um constante paradoxo contornado por metáforas intermináveis e dúvidas insubstituíveis. ele entra nas nossas mentes e parece sugar todos os nossos sentidos, todas as nossas razões. e amor dói, dói de verdade. lá no coração. não é uma dor física, é uma dor distinta, inexplicável diante de qualquer conceito ou qualquer palavra. há quem diga que amor verdadeiro não acaba jamais. então, o que muita gente sente? amor falso? amor que não é amor? bom, tanto faz. juntamente a isso, quero ressaltar que pessoas usam o "eu te amo" como se fosse bom dia. pois é... antes de amar uma pessoa precisamos adorá-la. precisamos ter admiração por ela. não existe amar por amar, amar simplesmente... por mais que seja só uma opinião que não possa ser comprovada, eu tenho convicção disso. pelo menos deveríamos pensar um pouco antes de dizer que amamos alguém... enfim o amor é indefinível, faz nos tornarmos repetitivos e confusos em palavras. ademais de todo esse enrolamento, deixo o desfecho com meu mestre amado, Vinícius de Moraes:
"(...)
amo-te tanto, meu amor... não cante
o humano coração com mais verdade...
amo-te como amigo e como amante
numa sempre diversa realidade

amo-te enfim, de um calmo amor prestante,
e te amo além, presente na saudade.
amo-te enfim, com grande liberdade,
dentro da eternidade e a cada instante
(...)"

e que a vida seja cheia de amor, mas só daqueles lindos, por favor. e ah, se não for pedir demais, que seja correspondido ;)
boa semana!

1 argumentaram:

Rod 's disse...

O 'EU TE AMO' DEVE VIRAR BOM DIA!
As pessoas precisam se abraçar mais, trocar carinhos, usar e abusar das boas sensações da vida.
Sendo sentimentos reais, qual o problema???

Ei, mais do que cronista tu daria um ótima poeta! :D
beeeeeijo bia